''O Que Dizer de Ontem...''

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O Que Dizer de Ontem…

 
Hoje acordei de um sono incompleto. A noite longe e escura escondeu-me as clarezas de uma Vida inteira, de canções antes inesquecíveis e hoje perdidas nas lembranças do desatino. Quando me dei conta o seu adeus já estava além de uma fotografia amarelada, no álbum todo empoeirado e ser jovem é também vestir-se de ilusão temporária que perdura na maturidade.
 
Ainda fico com a mão transpirando só em pensar nos bons e inocentes momentos que vivemos. As cartas trocadas e depois queimadas e resgadas com o nosso distanciamento. Foi nesse tempo que rabisquei os primeiros versos de amor, uma rima inocente como o nosso perdido e louco amor de juventude. Cada estrofe era um suspiro, as rimas feitas de coração      enchiam-nos de fortes emoções e eternas juras… Foram.
 
Na encruzilhada uma bifurcação, destinos atrapalhados e apenas uma          (In) certeza, de que o mundo girando cada dia mais rápido quem sabe algum momento de nossas frágeis únicas vidas carnais pudéssemos nos ver pela última vez. Atualmente ando mais devagar, as forças esvaem-se por entre os dedos poéticos… Outrora tudo era um motivo de lembrança guardada, nosso quarto parecia um museu em construção… Tudo se perdeu no tempo atemporal de nossas mágoas e vinganças assim como uma melodia rica em altos e baixos compondo e orquestrando o grande final nosso último beijo deixou registrado na história humana à beleza de um verdadeiro amor… A gente não sofre por amar, mas deverás por apaixonar-se e a música em breve findará e meu último desejo seria ouvir seus aplausos já que nossos corações se eternizaram nas páginas do infinito desejo.  
Autor: Fernando Matos

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''Irmãos da Escuridão''

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A força da palavra que mata
Destrói, corrói e maltrata.
A ilusão de uma adulterada união.
Caminhos e descaminhos de encruzilhadas.
A vida misturada com os irmãos da escuridão.
 
Chegou a hora de separar o joio do trigo
Não sou eu que digo, é tudo profecia.
O tempo é outro na incerteza de um novo dia.
Perigosa(mente) vivemos com inimigos.
 
O perigo é real e inexorável…
Um momento de forte renovação
Onde ficamos proibidos de apertar a mão.
A história mostrando a face do abominável.
 
O julgamento é inevitável e cruel.
Viver é um dom para os iluminados.
É preciso entender que todos serão julgados.
Estamos misturados sob o mesmo céu.
Assim também no véu da Verdadeira Justiça.
Autor: Fernando Matos

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''OS MUNDOS DE CLARICE''

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A máquina de escrever pulsa
Nas teclas saltitantes e atrevidas
Parecem ter vida…
É a imaginação febril que desliza
No toque sutil da nicotina
Faz parte da rotina!
Instantes insaciáveis devoram linhas
Entre hiatos, monólogos e filosofias
Caminha nos desvãos
Das perspectivas entretidas.
E flutua e respira
Em polissíndetos e vírgulas
Ares existencialistas.
Busca confluências
A errática diva
Na verve indagativa
Faz-se Claríssima
Um olhar suspenso
Nos mistérios da vida.
Musa ou medusa?
O que parece?
Não sei afirmar
Mas embevece os olhos
E petrifica o olhar
Narrativa que desafia o ortodoxo
É peripécia, espanto e paradoxo.
Para Clarice e cada ser, um livro.
Qual foi o dela, erudito, incognoscível?
Ou, inexiste uma taxonomia ou requisito?
Para uma escritora de perfil tão subjetivo?
Perto de tal coração selvagem
Pulsos elétricos de curiosidade
No devir de sístoles e diástoles,
Mundos de inventadas verdades.
 
Autor: Pietro Costa
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''A VOZ DA ALMA''

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A força da palavra que mata
Destrói, corrói e maltrata.
A ilusão de uma adulterada união.
Caminhos e descaminhos de encruzilhadas.
A vida misturada com os irmãos da escuridão.
 
Chegou a hora de separar o joio do trigo
Não sou eu que digo, é tudo profecia.
O tempo é outro na incerteza de um novo dia.
Perigosa(mente) vivemos com inimigos.
 
O perigo é real e inexorável…
Um momento de forte renovação
Onde ficamos proibidos de apertar a mão.
A história mostrando a face do abominável.
 
O julgamento é inevitável e cruel.
Viver é um dom para os iluminados.
É preciso entender que todos serão julgados.
Estamos misturados sob o mesmo céu.
Assim também no véu da Verdadeira Justiça.
Autor: Fernando Matos
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